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SOM BRUTAL #10 Junho

Outubro 1, 2020

A casa de todo Metal

AS DRAMATIC HOMAGE – ENTREVISTA

A banda Brasileira AS DRAMATIC HOMAGE em entrevista exclusiva ao Som Brutal.

Desde já o Som Brutal quer agradecer a disponibilidade para esta pequena entrevista.

SB: Como começou a aventura de querer ser músico?

Alexandre Pontes:  Agradeço muito por essa oportunidade em poder divulgar nosso trabalho , estou lisonjeado. Bem, o gosto pelo rock/heavy metal  lembro que foi aos 8 anos de idade quando em umas das festas na casa de uma tia os meus primos mais velhos colocaram o powerslave do iron maiden e aquilo teve um impacto surpreendente, mesmo sem eu ter alguma noção do que era sentir aquilo e o tempo foi passando até que aos 15 anos de idade tive a minha primeira banda e desde então estou envolvido na música até hoje.

SB: Até chegar ao ponto de hoje, muito teve que acontecer. Conte como foi o seu percurso.

Alexandre Pontes:  É muito difícil manter uma banda aqui no Brasil, as dificuldades são imensas e por vários fatores mas ao longo da minha jornada nesse universo musical obviamente já pensei  em parar mas com o tempo fui entendendo que isso não era apenas uma questão de escolha  e sim porque isso faz parte de mim, poder me expressar de alguma maneira é algo além da vontade, mesmo que não fosse na música poderia ser na escrita, pintura, enfim, de uma maneira ou outra eu estaria envolvido com arte.  Sobre a banda eu sou o único membro original e com o tempo as pessoas optam por mudar seus caminhos e é natural que cada um queira o melhor pra si e eu estou aqui até hoje, procurando evoluir com meu trabalho, produzindo, na luta ainda, claro que com o tempo algumas prioridades mudam e que a nossa visão e percepção sobre certas coisas que envolvem uma banda que pretende fazer um trabalho relevante  precisam ser definidas  e levadas adiante, altos e baixos sempre irão acontecer e estou aqui procurando fazer acontecer as coisas com meus atuais colegas de banda, e essa oportunidade que você me deu em poder falar sobre o meu trabalho só foi possível através da minha música e isso pra mim é uma das maiores e melhores formas de reconhecimento, não tem haver com grana e fama, é sobre quem eu sou e minha arte.

SB: Como define o seu som e o porquê deste ser o seu som eleito como músico?

Alexandre Pontes:  Uma pergunta especial rs, gostei,  nossa música sempre transitou por gêneros mais agressivos , densos e introspectivos dentro do heavy metal e ao longo do tempo vários outros rótulos foram  surgindo, então já fomos classificados como uma banda de Doom Metal , Black Doom Metal e depois  de Avantgarde/Extreme Metal , Progressive/Extreme Metal atualmente, pois bem, dentro da minha concepção todas essas designações estão dentro do mesmo contexto sobre o que fazemos, nossa música é ampla e de momentos extremos e intensos mas também de atmosferas introspectivas e de certa melancolia e “beleza” e pra mim todos esses estilos agregam essas características. O termo “extremo” pra mim não está associado ao fato da música ser repleta de velocidade e agressividade, pelo contrário, é quando você consegue fluir de pontos “extremos” e se manter equilibrado e no nosso caso durante a música oferecemos climas, sensações diferentes, com linhas vocais variadas para cada momento específico, ou seja, a nossa música vai de um ponto ao outro de forma nivelada entre a intensidade e calmaria de forma natural, creio que essa seja uma definição do que apresentamos musicalmente.  Essa foi a minha escolha para seguir musicalmente  pois envolve parte da minha essência enquanto ser humano e porque eu sinto mais liberdade criativa para fazer o que quero sem ter que me limitar por conta da definição de um estilo específico, não quero ter obrigações de ter que escrever temas limitados por conta do que um estilo determina que só pode ser de  tal jeito, eu me sentiria preso por mim mesmo e um dos propósitos da  música  em nossas vidas não é esse , mas isso se aplica a minha opção e gosto de tocar porém como ouvinte apenas costumo agregar coisas bem diferentes para ouvir e fora do termo “Metal”.

SB: O seu ultimo trabalho “ Consternation” sai em breve, fale um pouco dele.

Alexandre Pontes:  Na verdade é um single que já foi lançado e estaremos durante um período divulgando enquanto trabalhamos em algumas novas músicas que estão para serem finalizadas, é uma música que tem uma abordagem musical um pouco diferente do que já fizemos anteriormente porém a essência  está permanente e considero mais um passo á frente que atingimos como artistas e esperamos que as pessoas possam gostar da música.

SB: Não querendo fazer comparação a emoção mantem-se neste trabalho tal como nos anteriores “Crown” (2012) e “Enlighten” (2016)?

Alexandre Pontes:  Essa é uma característica que jamais vai ser deixada em nossa música, não por opção mas é porque as composições fluem dessa maneira não é algo apenas “opcional” é a nossa identidade musical.

SB: Já vimos o Artwork do novo trabalho, o que pesou na escolha do artista ( Gustavo Sazes) para ser o escolhido?

Alexandre Pontes:  Gustavo é um grande designer por muitas qualidades, seus trabalhos para bandas como Arch Enemy, Machine Head, James Labrie solo entre tantos outros falam por si só, certamente eu estava tranquilo pois sabia que o seu trabalho seria maravilhoso e eu não fiz sugestões do que poderia ser feito ou não, tudo foi com total liberdade de criação dele e o resultado foi que a arte representou muito bem  todo o contexto á partir de sua visão da letra e atmosfera da música e estamos muito satisfeitos com o resultado, além disso ele é um amigo pessoal  e desejo tudo de melhor pra ele sempre.

SB: Atualmente muitos artistas e bandas usam a força do vídeo para levar mais longe o seu trabalho, estão a pensar em fazer Lyrics Videos do novo trabalho?

Alexandre Pontes:  Certamente! Estamos analisando alguns profissionais para fazer esse trabalho para os primeiros meses de 2019.

SB: Como tem sentido a aceitação por parte do publico do vosso trabalho?

Alexandre Pontes:  A aceitação sempre foi  positiva de certa forma em relação ao nosso trabalho, nossa música tem um segmento mais introspectivo, intenso e com certa emoção porém existem pessoas que tem como preferências musicais estilos fora desse eixo mas que gostam ou admiram nosso trabalho e isso demonstra que a nossa diversidade consegue atingir pessoas de públicos diferentes e pra nós é muito gratificante receber esse feedback.

SB: O que acham que num futuro próximo vai mais influenciar as vendas dos trabalhos, será o streaming ou continuarão a apostar em CD´S

Alexandre Pontes:  Conforme os anos passam novas formas de consumir a música vem mudando, óbvio que isso teve um impacto enorme nas vendas de materiais físicos mesmo que as bandas invistam mais e mais para tentar estimular a compra de cds e outros artigos de divulgação mas acho que cada maneira de venda/divulgar seu trabalho vai conforme a necessidade de cada pessoa, eu por exemplo gosto muito de discos de vinil e ainda compro porque eu tenho um toca discos, caso não tivesse teria outros recursos pra ter os materiais que gosto, então eu creio que tudo terá seu espaço e mesmo não tendo vendas expressivas de cds mas ainda ssim haverá bandas e outros artistas produzindo esse tipo de formato físico para divulgar o trabalho, ainda acredito que essa maneira mais “humana” de contato com o fã do seu trabalho cria um laço que mantém uma certa magia do passado que não pode morrer por conta da praticidade que esses meios virtuais de levar a sua música para as pessoas oferecem apenas para ouvir, não conectar você á pessoa que gosta da sua música, mas todas as formas de divulgar o trabalho são muito válidas.

SB: Como está a correr a vossa participação em Espetáculos ao vivo, tem tido boa aceitação do publico?

Alexandre Pontes:  Nós estávamos mais focados a nos organizar como banda em meio a complicações que surgem e ao mesmo tempo trabalhando para gravar o single e dar continuidade nas músicas novas, mas realizamos uma apresentação esse ano e foi ótimo pois tocamos para um público diferente e algumas pessoas que não conheciam nosso trabalho acabaram apreciando nosso trabalho dando um feedback muito gratificante, então acho que esse foi o mais significativo mas esperamos que em 2019 possamos tocar ao vivo mais vezes e levar nossa música para outros locais que ainda não tocamos, esperamos que aconteça pois estamos entusiasmados para realizar alguns concertos.

SB: Estão a pensar  um dia vir a Portugal? Em Tour própria ou nem dos nossos Fest?

Alexandre Pontes:  Todas as bandas mantém esse tipo de sonho em poder tocar fora do nosso país e não é diferente com a gente, poder viajar e tocar em Portugal participando de algum festival seria incrível!

SB: Por fim quero agradecer a disponibilidade para esta pequena entrevista e perguntar se tem alguma mensagem para deixar aos vossos ouvintes em Potugal.

Alexandre Pontes:  Eu agradeço imensamente  por  sua atenção e apoio por nosso trabalho, e os leitores do site Som Brutal espero que possam conhecer e se identificar com nosso trabalho, visitem nossa page no facebook, youtube e demais  redes socias e plataformas digitais, continuem apoiando as bandas de seu país, as revistas especializadas , sites,enfim todos envolvidos no universo rock/metal, existem muitas pessoas trabalhando com seriedade e com paixão para manter o estilo vivo. Um grande abraço á todos e sucesso em seus ideais!5