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Enquanto festival português deste género musical, oÉvora Jazz Fest demarca-se dos demais eventos similares do panorama nacional por fazer do jazz um elemento de ligação entre diversos estilos artísticos, ou, se se preferir, por fazer do jazz um eixo central para o desenvolvimento de várias artes.

Um pouco à semelhança do que afirmava, sobre o jazz, Duke Ellington: “Não é só música, mas é tudo música…”.

Na sua segunda edição, o Évora Jazz Fest alarga ainda mais o círculo criado em 2018, em que o jazz foi o pivot de um carrossel, a que se juntaram a pintura, a fotografia, a formação e a música, entre outras artes e emoções. Para conferir no Teatro Garcia de Resende em Évora entre os dias 15 e 17 de Março.
Nesta edição do festival podemos novamente contar com a presença de quatro importantes escolas de jazz nacionais, com a exposição de fotografia “Jazz, uma história a preto e branco” de Anabela Carreira, e com nomes bem conhecidos do panorama jazzístico português como o quarteto do saxofonista Ricardo Toscano, o trio do pianista Victor ZamoraSumrrá – um reconhecido trio de jazz da Galiza, Veia com Elisa Rodrigues e Isabel Rato, e nos “after hours”, Havana Way, Seven Dixie e Beck & Lopes Grupo, e uma indispensável Jam Session.

Inauguração da Exposição

Jazz, uma história a preto e branco

de Anabela Carreira
Anabela Carreira consegue nesta (a)mostra do seu já extenso portfolio de centenas (ou milhares?) de fotografias em que o Jazz, os músicos de Jazz e as suas envolvências são os protagonistas dum trabalho fotográfico cuja qualidade lhe é merecidamente reconhecida.

Havana Way proporciona um espectáculo que faz uma viagem pelos ritmos quentes da América Latina.

Este é um projecto onde o sol de Cuba se faz sentir, onde o balanço caloroso obriga alguns a marcar o ritmo com o pé e outros a dar um pé de dança, onde podemos incluir a salsa, a rumba, os boleros e todos aqueles ritmos tradicionais numa fusão jazzistíca, que não fica indiferente a quem ouve, e que tanto agrada ao público em geral.

Algo se passa na cena jazz de um país quando, em simultâneo, vários jovens em início de carreira revelam qualidades muito acima da média até num músico maduro. Vem acontecendo isso com Ricardo Toscano, João Guimarães, João Mortágua e francisco Andrade, exemplos de uma vitalidade nada comum. O primeiro é já considerado, aos 21, a nova coqueluche da música nacional. Não apenas uma “esperança”, mas alguém que está a ter impacto no presente. Quando se deu por ele tinha apenas 17 anos e depressa se espalhou que havia entre nós um sobre-dotado saxofonista alto.

Trazem 18 anos juntos, 6 discos e centenas de concertos, Sumrrácontinua a sua procura e experimentação sobre os limites que apresenta um trio de jazz.

Da Galiza, Espanha, Sumrrá é o trio de jazz do pianista Manuel Gutierrez, do contrabaixista Xacobe Martínez e do baterista L.A.R. Legido. Sem dúvida um dos trios de jazz mais interessantes do cenário jazzístico espanhol. As suas atuações apresentam um estilo muito próprio e característico, cheio de força e dramatismo, acompanhados de uma grande dose de técnica, lirismo, swing e humor.

Victor Zamora nasceu a 14 de Novembro de 1973, num pequeno povo chamado Mata, em Villa Clara, Cuba.

Tal como imaginamos, foi crescendo rodeado de ritmos latinos, e cedo percebeu que seria este o caminho que escolhera fazer a nível profissional. Estudou música na EPIA, em Santa Clara. Teve em primeira instância a guitarra como objectivo, embora sempre com uma base forte no piano, e passando rapidamente esta paixão para primeiro plano.

Com percursos bem vincados em nome próprio, Elisa Rodrigues e Isabel Rato são dois nomes distintos do panorama jazzístico nacional.

Ambas alcançaram destaque e reconhecimento imediatos com os seus discos de estreia.

Elisa Rodrigues foi considerada cantora revelação jazz com “Heart Mouth Dialogues”, dirigido por Júlio Resende, e Isabel Rato, tornou-se num dos nomes femininos mais relevantes da nova geração de compositores Jazz com “Para além da curva da estrada”.

Estamos nos “Loucos Anos 20”, ou “Roaring Twenties”. A rebeldia social e os ritmos efervescentes e frenéticos marcam a sociedade da época. Influenciados pela a rebeldia social do momento, SevenDixie recriam essa energia e animação por palcos e ruas, convidando o público a viajar até aos anos 20.

Louis Armstrong e Dukes of Dixieland são algumas das influências do grupo, revisitados através de temas como Hello DollyWhen The Saints Go Marching In e Tiger Rag.

Beck & Lopes Grupo é resultado do encontro entre o baixista brasileiro Ivan Beck e o baterista português Mário Lopes, somado ao desejo mútuo de levarem ao público apreciador de boa música, um repertório fusion, virtuoso e diversificado, com nuances de World Music que reflete as influências musicais mais marcantes para os dois músicos.

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