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SOM BRUTAL #10 Junho

Outubro 23, 2020

A casa de todo Metal

Entrevista: Autopsya

Desde já o Som Brutal quer agradecer a disponibilidade para esta pequena entrevista.

SB: A formação da banda remota ao ano de 2006. Podem contar como aconteceu o nascimento da banda?

 FR: Aconteceu de uma forma natural , eu (Fernando Rosa) e o nosso primeiro guitarrista (Sandro Cadete) vínhamos de um outro projeto e decidimos que iríamos começar algo novo. Através de um anúncio na net encontramos o baterista (Tiago Matias) e convidamos um amigo (Ivo Silva) para o baixo.

SB: Até chegar ao ponto de hoje, muito teve que acontecer. Querem contar como foi o vosso percurso?

 FR: Com a formação original lançamos apenas uma demo intitulada “DemoRise”, tocamos muito ao vivo para amadurecer a banda. Depois durante a fase de composição do nosso primeiro álbum “Thrash Metal Army” acabamos por substituir o baixista original. Juntou-se a nós João Castro para a posição de baixista. Depois de alguns percalços com editoras e consequentemente com formação acabamos por lançar o álbum por conta própria. Mais tarde juntou-se a nós André Costa no baixo e finalmente este ano lançamos o nosso mais recente EP “Beer Maniacs”

SB: Como definem o vosso som e o porquê deste ser o seu som eleito pela banda?

 FR: Os gostos/influências principais da banda sempre andaram em volta do Thrash Metal e Punk cantado em português, sempre ouvimos muito bandas como Sepultura, Pantera , Metallica ,Ratos de Porão , Censurados, Crise Total e Mata-Ratos. Definimos o nosso som como Thrash Metal com muita influência do Punk cantado em Português.

 SB: O vosso ultimo trabalho o EP “Beer Maniacs” tem como tema base a Beer, querem contar a história deste EP?

FR: Ao longo dos anos sempre houve uma relação entre a nossa música e a cerveja, sempre gostamos de beber umas nos concertos, prova disso é uma música que incluímos na nossa primeira gravação intitulado “Hino da Cerveja” que foi sempre uma das músicas em que o público mais interagia. As primeiras músicas começaram a surgir falando do assunto então a certo pronto pensamos “porque não fazer um Ep apenas sobre isso?”

 SB: Quais são para vocês as diferenças na evolução do vosso som em relação aos trabalhos “DemoRise!!!” (2007) e “Thrash Metal Army” (2013)?

FR: Basicamente tudo (risos) A DemoRise foi gravada meio que á pressa por nós mesmos na nossa sala de ensaio , já o “Thrash Metal Army” fizemos toda a pré-produção na sala de ensaio e depois fomos para um estúdio de gravação para gravar. Acredito que houve também um evolução natural em termos técnicos.

 SB: Falando dos elementos da Banda, ainda sentem que tem aquele bichinho para continuar por muito e bom tempo?

 FR: Li uma vez uma frase do Lemmy dos Motörhead que dizia algo parecido com isto: “se pensas que estás muito velho para o rock, então é porque estás”. Não queremos ficar velhos então não pensamos em parar, consigo nos imaginar com 80 anos e a tocar Thrash Metal por aí (risos)

 SB: Sendo que o Fernando está maioritariamente noutro país acham que isso influencia a vossa paixão pelo projeto e na construção dos temas?

 FR: Hoje felizmente temos tecnologia que nos dá condições para ser possível fazê-lo, a composição é feita por trocas de riffs no WhatsApp, quando gravamos temos o cuidado de gravar versões backing track para todos poderem ensaiar em casa. Estranhamente a banda tem crescido mais assim do que quando vivíamos todos no mesmo país.

 SB: Como tem sentido a aceitação por parte do publico do vosso trabalho?

FR: Tem sido muito bom , hoje vivemos dias em que é mais fácil chegar a outras partes do mundo com a nossa música ,principalmente no estrangeiro a aceitação tem estado a ser muito boa, temos acesso aos números por exemplo do Spotify e temos pessoas que ouvem Autopsya um pouco por todo o mundo. Eu estar a viver em Inglaterra também tem ajudado muito, o mercado para o metal aqui é maior e mais justo. Hoje tocamos mais no estrangeiro que em Portugal.

 SB: O que acham que num futuro próximo vai mais influenciar as vendas dos trabalhos, será o streaming ou continuarão a apostar em CD´S?

 FR: Acho que o que influencia mais as vendas dos trabalhos são a qualidade e a promoção. Hoje a oferta é grande e há que se destacar para que as pessoas escolham ouvir a nossa banda ao invés de outra. Não acredito que o Cd vá morrer pelo menos nos próximos anos, ao vivo o Cd ainda é uma boa forma para as bandas para fazer algum income, no entanto não será mais o income principal. Acho que hoje o streaming já tomou conta.

 SB: Como estão e espetáculos ao vivo? Vai ser uma aposta da Banda? Tem datas que possam adiantar.

 FR: Principalmente depois do lançamento do Ep têm surgido vários convites mas infelizmente não podemos fazê-los todos. Pela distância que vivemos acaba por ficar mais difícil de conciliar datas e voos. No entanto temos para Novembro 3 datas em Inglaterra e País de Gales

Entrevista exclusiva do Som Brutal a Fernando Rosa membro fundador dos Autopsya